.por que você deve dar uma chance às viagens de “the leftovers”.

Tropecei e caí em “The Leftovers”, da HBO, enquanto procurava os episódios da segunda temporada de “Da Vinci’s Demons”. É aquele negócio: Você nunca acha que vai querer acompanhar mais uma série. Mas aí pensa: “Ah, ta no comecinho ainda, dá pra eu pegar o ritmo e engrenar.” Então lá fui eu.

Um belo dia e, aparentemente do nada, 2% da população mundial simplesmente…puf…desaparece. Bebês, idosos, homens e mulheres sem relação, vão embora deixando familiares e vidas para trás. “The Leftovers”, de forma muito dramática, acompanha então a vida dos que ficaram, dos remanescentes, 3 anos depois do ocorrido. É a partir desse argumento que a série começa a se desenrolar.

Os deixados para trás - capas

O enredo, baseado no livro de Tom Perrota, de mesmo título, é forte. Faz lembrar de leve o mesmo arco de ação de “Under the Dome”, de Stephen King, do ponto de vista que do nada, algo chega para mudar a vida de todo mundo. Desde seu início, a série não se compromete a explicar – pelo menos nessa temporada – os porquês do desaparecimento. Um dos grandes trunfos é justamente o oposto: Ela quer nos deixar tão sem chão quanto quem ficou para trás e pegar o telespectador pela mão e levá-lo para, junto dos personagens, tentar entender o chamado “arrebatamento”.

Aliás, falando nos personagens, não estranhe, num primeiro momento, várias linhas de frente que não se cruzam. No centro da teia está a cidade de Mapletown, onde encontramos o chefe de polícia Kevin Garvey (Justin Theroux).

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Enquanto concilia o trabalho com o difícil relacionamento com a filha adolescente Jill (Margaret Qualley), Garvey tenta entender o culto dos Remanescentes Culpados – pessoas vestidas de branco que fumam o tempo todo e não falam – e mediar a convivência de seus membros com o resto da sociedade, que não vai muito com a cara deles. Só agora, no 8o episódio é que os objetivos dos RCs começam a ficar mais claros. Se você quiser embarcar nessa, paciência meu amigo, porque vai ter que aguentar muita fumaça antes de entender alguma coisa.

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O núcleo de Mapletown inclui ainda um ex-reverendo que edita e publica seu próprio jornal espalhando “verdades” sobre as pessoas que foram embora, o pai “louco” de Garvey, a esposa, a prefeita e outros personagens que não tem como falar sem dar spoiler.

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Paralelamente, contamos com outra frente de atuação que inclui Wayne, um homem com aparentes poderes paranormais, uma garota asiática – tratada por ele como “a coisa mais preciosa do mundo” e… SHAZAM!!!…o filho de Garvey, que é tipo o “segurança” deles e simplesmente ignora a existência do pai.

Agora você me pergunta: (ler isso com a voz do Marcelo Rezende) Como tudo isso se relaciona? E eu te respondo: Também não sei. Mas como informação pouca é bobagem, logo no primeiro episódio, na vida de Kevin começam a aparecer uns cachorros assassinos, e um homem que os mata…

“Animais que surgem do nada” Parece familiar? Sim, parece. Porque É familiar. A assinatura de Damon Lindelof, criador da série e que também deu vida à Lost, está lá. Coisas sem sentido acontecendo a todo momento e que talvez façam sentido futuramente. Ou não.

Resumindo…”The Leftovers” tem uma ótima qualidade que é instigar a curiosidade. É aquela série que você assiste pra saber “no que vai dar…”

E você quer saber de um negócio? Em época de horário eleitoral gratuito, essa é uma boa opção. As viagens de “The Leftovers” parecem ser bem mais reais do que as propostas de alguns políticos.

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