.mais jogadores, menos estrelas.

Beeeeem amigos do Underlog!!! Lá vou eu falar de uma coisa que eu não entendo muito  (a não ser que seja pra jogar Fifa 2013) mas que ao mesmo tempo me deixa fascinado : Futebol. Pensando bem, existe tanto comentarista aí – na tv principalmente – que não sabe o que fala, que se diz “comunicador” mas assassina o português, que dá pitaco na hora errada, muda de lado quando convém, que eu até que não estou tão mal assim. Se até o Luan Santana virou comentarista de jogo eu também posso uai. E é aquilo: De médico e técnico todo mundo tem um pouco.

Bom. Todo mundo sabe, todo mundo viu o empate que rolou entre Brasil e Chile no Mineirão na quarta-feira (24/04) certo? Todo mundo sabe e todo mundo viu também que a torcida não gostou nadinha da atuação da seleção em campo, tanto é que vaiou várias vezes.

Resultado: Com o chimarrão fervendo e a bombacha apertando “os menino”, Felipão tomou esta atitude na coletiva de imprensa pós-jogo.

Ok, concordo. A pergunta do repórter não foi a das melhores. Mããããs, meus caros, Felipão não é menino-moço que acabou de entrar no futebol e que quando o jogo não é favorável pega a bola e vai embora. Pelo menos não era. Sei lá. Porque é aquele negócio: Quando ta tudo bem são só sorrisos e abraços, mas quando se é cobrado, o joguinho perde a graça.

Mas eu quero falar mesmo é dos jogadores. Conversando com alguns amigos que curtem e acompanham futebol e também com o meu pai, cheguei à conclusão de que eu não estou tão errado a respeito do que penso sobre os meninos donos da bola.

Jogador, na Seleção Brasileira pelo menos, deixou de ser jogador pra virar estrela. E é estrela mesmo. Protagoniza campanhas publicitárias, faz pontas em novelas e se arrisca até mesmo a cantar. Deixou as páginas do noticiário esportivo e migrou para as de fofocas. Quem puxa a fila disso você já sabe.

Sério?

Não sabe?

Preciso falar MESMO?

Ok.

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Neymar deve estrelar a versão 2013 de Teletubbies

Neymar, meus caros. Neymar. O menino do Santos que cresceu e apareceu graças ao seu futebol agora parece ter se esquecido disso. Está mais preocupado em lançar algum novo cabelo ridículo para um bando de retardados copiarem no dia seguinte, tirar fotinhos no Instagram ou whatever, criar uma dancinha estúpida pra geral imitar. A boa notícia é que pelo menos se ele resolver se aposentar já tem outros empregos – CASO queira trabalhar porque né, nessas brincadeiras fora das quatro linhas, o rapaz já faturou gazilhões de dinheiros.

E o futebol? Quedê? Ta ali, no cantinho esquecido e empoeirado do coração. As notícias relacionadas a Neymar e futebol geralmente não são muito boas. Além disso, comentaristas e torcida o chamam de “cai cai”, “pipoqueiro” entre outras coisas…

Mas ele não é o único não queridos! Nananananão. Outros tantos também seguem o exemplo. Tipo Adriano, que divulgou recentemente uma foto sem seus amigos traficantes dessa vez  comparando o antes e depois de sua dieta a base do shake da Luciana Gimenez.

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“Minha vida mudou. O shake sabor frango com milho é uma delícia” – Adriano – 

Aí você me pergunta: “Nossa Raphael, seu fdp, quer dizer então que é proibido?”. Lógico que não! Mas precisamos lembrar de uma coisa muito simples: Atleta NÃO É artista. Atleta é atleta. Artista é artista. Cada um precisa ganhar reconhecimento naquilo que faz melhor. No caso, um jogador de futebol precisa ser lembrado primeiro pelos seus grandes feitos em campo, pelo orgulho que dá à sua torcida e não pelo fato de namorar a Lurdinha de “Salve Jorge” ou se aventurar no croquete de um travesti.

Pelé é lembrado, antes de tudo, como o rei do futebol. Casagrande, apesar de ter escolhido um caminho torto, superou e é saudado por seus grandes lances em campo. Ambos flertavam com o meio artístico. E isso só citando 2 exemplos.

Casagrande inclusive foi convidado para uma festa particular importante . Mas os dois e tantos outros jogadores não deixaram que isso colocasse seu futebol em segundo plano, para escanteio. Mais importante do que qualquer coisa era brilhar em campo. Honrar a camisa e principalmente a torcida.

Os novos jogadores vivem dando entrevistas dizendo que quem os inspirou a jogar foram esses que citei ali em cima e tantos outros bons jogadores. Bem, o que eles poderiam fazer é também se inspirar nos exemplos fora de campo deles.

Vivo ouvindo que a seleção atual joga um “futebol moleque”. Nunca entendi direito o que isso significa. Mas diante dos últimos resultados, posso dizer que estamos precisando cada vez menos de moleques e cada vez mais de homens.

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