.desportivo.

Sempre fui uma negação em futebol. #prontofalei.

Pior que é verdade. Diferente do meu pai,  o craque de bola dos times, eu sou um perna de pau quando colocam a redonda na minha frente. Por mais que eu tente, por mais que me esforce, não consigo êxito. É uma coisa sobrenatural. Ou genética mesmo. Acho que o gene futebolístico me pulou. Bem, seguindo essa lógica, provavelmente meu filho vai ser um às da bola. O próximo Neymar quiçá! Quem sabe?

Apesar de não me dar bem no gramado, sempre fui bom no tênis de mesa, vôlei e handbol. É…Ta certo. Não sou tão ruim. Mas o tal do futebol…Sempre foi um enguiço só.

Lá nos idos da minha 3ª série, eu fingia passar mal para não ter que participar das aulas de Educação Física. Pra que? Para escrever. Curtia observar o movimento da escola e escrever sobre as pessoas, as relações e as coisas que via. Uma boa desculpa? Uma criança precoce? Talvez, talvez…

Da 5ª série em diante não tive como fugir. Lá fui eu correr atrás da bola, desengonçado, do jeito que dava pra ir. Tentava fazer o melhor. Infelizmente, o meu melhor nunca era suficiente para os professores.

Semana passada em uma das aulas da facul, um professor meu explicando a matéria deu o seguinte exemplo: “Um professor de educação física não precisa ser o melhor jogador de futebol ou nadador. Mas precisa saber ensinar a jogar e nadar”. E é verdade. Durante toda a minha vida, meus professores de educação física nunca souberam fazer algo básico: Ensinar.

Se você jogava, bom pra você. Se não jogava, bem, azar o seu. Um dos meus professores, aliás, dava a bola pra garotada brincar e ficava de lado, tomando café, conversando, enfim, não sendo um professor.

Logicamente não posso jogar nas costas deles a minha falta de habilidade dentro das quatro linhas, mas talvez, se alguém tivesse me ensinado, incentivado a continuar tentando apesar da dificuldade, talvez tivesse tomado gosto pela coisa toda.

No final das contas, por mais clichê que seja, o professor é quem dá a nossa base. Fossem meus professores realmente PROFESSORES, hoje eu poderia estar, sei lá, usando um penteado moicano, estar jogando lá fora, engravidando menininhas, sendo entrevistado pela Xuxa, nadar em rios de dinheiro ao invés de postar um texto sobre futebol.

É.

Cada um tem o que merece.

Seosfeodasputazes.


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