.épicos.

Músicas contam histórias. Clipes são músicas visuais. Épicos são clipes muito fodas.

Pois é meus caros… Há algum tempo os videoclipes deixaram de ser apenas mero reflexo das letras das músicas para ganharem destaque em verdadeiras produções hollywoodianas. As historinhas casadas com as canções deram lugar a  verdadeiros curtas-metragens com roteiro, trama, começo, meio e fim.

 

E não é que a moda pegou? Se você parar pra pensar, hoje em dia é bem raro encontrar um videoclipe com menos de 5 minutos de duração. Eles praticamente não existem mais. Sucumbiram diante dos monstros cinematográficos musicais – frase bonita hein?

A maioria desses clipões conta uma história e tal… Você deve se lembrar de Lady Gaga na prisão fumando pelo zóio e depois fugindo com a rebolativa Beyoncé em “Telephone”. E a mesma Gagá é vista em um clipe igualmente gigantestico sendo estuprada e estuprando uns caras com cabelo de Playmobil em “Alejandro”.

Os posers “Black Eyed Peas” enveredaram nessa área dos gigantes videoclípticos nos mais de 10 minutos de “Imma Be Rocking That Body” que no final descobre-se não passava de um barato causado por um acidente de moto sofrido pela fergeliciosa Fergie.

Bom, vamos ao que interessa. Fato é que os clipões estão aí a toda. A maioria vai no bom e velho esquema do “Era uma vez…” . Agora, vejam esse clipe épico e fodástico do 30 seconds to Mars:

Legal pacaralho, não? Bom, mas agora me explica o clipe. Sobre o que fala? Qual é a mensagem? Qual é o sentido? Da mesma fábrica caleidoscópica de onde saiu “Kings and Queens” – a cabeça de Jared Leto – surge agora “Hurricane” repleto de sadomasoquismo, sexo, violência e sexo e violência…

O clipe tem 13 minutos e interliga de forma bizarra situações que tem como protagonistas os membros da banda. Em entrevista à MTV, Leto – sob o pseudônimo de Bartholomew Cubbins – diz que o clipe fala sobre a “violência do sexo e o sexo da violência”. À primeira vista, incompreensível e confuso. Como toda grande obra deve ser visto e revisto uma, duas, três, dez vezes. Sou fã de 30STM e não tenho vergonha de admitir que não entendi o clipe na primeira vez que o assisti. Ainda o estou dissecando, absorvendo.

E no fim, é essa a vantagem dos clipes-filmes: Assim como nos primos das telonas, há sempre aquele detalhe revelado, a versão esquecida na vez seguinte em que o assistimos.

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Um comentário sobre “.épicos.

  1. Axo que o clipe mais foda que vi até hj foi From Yesterday do 30 seconds to mars, não sei se é “o melhor” mas foi o que mais curti ver, muito lindo.

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