.ponyo – uma amizade que veio do mar.

Quem acompanha o blog ou me conhece mais de perto sabe que quando o assunto é animação sou um fã de carteirinha. Vocês devem saber também que quando se trata das animações lááá da galerinha do outro lado do mundo, sou mais fã ainda. Bom, no último sábado comprei dois filmes: Ponyo – Uma amizade que veio do mar e O Castelo Animado – ambos do diretor Hayao Miyazaki.

“O Castelo Animado” – que foi indicado ao Oscar de Melhor Animação – já era um velho conhecido e parte da minha coleção de favoritos. Já “Ponyo” era um DVD que estava na wishlist há algum tempo.

Confesso que quando olhei para a capa do DVD e vi aquele bichinho de olhos assustados e expressão infantil pensei: “Nossa, será que não é de criança demais esse negócio?”

Muito bem. 18h. Fecho a janela do quarto, coloco o DVD e o filme começa. As primeiras cenas me dão a certeza de que a compra foi um grande acerto.

Não há falas. São 10 minutos de imagem e música perfeitamente combinadas com um fundo do mar imaginário, saído da cabeça caleidoscópica de Miyazaki. A trilha sonora não poderia ter outra assinatura que não a de Joe Hisaishi , no caso, um verdadeiro maestro dos oceanos.  Aliás, falando da trilha sonora, ela é outro componente marcante em Ponyo. Consegue emocionar e nos ambientar na cidade portuária em que vivem Sosuke, sua mãe Lisa e o pai – capitão de um navio que passa o filme inteiro em alto-mar – .

O segredo do filme é a simplicidade que vai desde o tema até a estética. Os cenários lembram livros de fábulas infantis e fogem das firulas hollywoodianas repletas de 3D e efeitos especiais. É apenas um bom filme com uma boa história.

Ponyo tem como seu carro chefe a amizade. Ponyo é uma peixinho-dourado que primeiramente acaba se perdendo de casa e da prisão imposta por seu pai – um mago do mar chamado Fujimoto. Ele, desacreditado da humanidade, criou uma fortaleza no fundo do mar onde vive em meio a livros, estudos e um elixir mágico capaz de transformar qualquer coisa.

Presa em um pote de vidro decorrente da sujeira jogada no mar pelos humanos, Ponyo conhece Sosuke que a salva e passa a cuidar dela. A partir daí, surge uma amizade que transcende os limites da terra e do mar.

A amizade com Sosuke cresce e Ponyo passa a gostar do mundo dos humanos. Na verdade, ela gosta tanto que deseja se tornar uma para viver com o novo amigo. Fujimoto sabe que o poder mágico da pequena e geniosa Ponyo pode causar grandes problemas ao equilíbrio do mundo e então, faz de tudo para impedi-la de realizar seu sonho.

O filme tem toques de aventura, sem perder é claro, a magia. Para quem acha que Ponyo segue a linha dos animes repletos de violência se engana. A história não demonstra – e nem precisa – em momento algum qualquer tipo de violência. É um enredo leve, gostoso e envolvente.

Além de tocar fundo na questão da amizade através do prisma da visão das crianças Ponyo e Sosuke, Miyazaki ainda consegue falar sobre família e superação. E ali, disfarçado na forma da casa de idosos Girassol vizinha da escola de Sosuke, está não o conflito, mas o consenso entre gerações. E Hayao Miyazaki faz o simples virar reflexão.

Ponyo é um filme para assistir e se emocionar. Relembrando toda a história para escrever esse post me deu aquela vontade de mergulhar novamente no universo submarino dessa história e ver a fantasia ganhar cor e vida mais uma vez.

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