.aquela música…

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Aquela música…

Um dos meus maiores problemas é a organização. Não que a minha vida seja uma zona. Sou organizado, porém, devo admitir que pra mim é meio difícil manter as músicas do iPod atualizadas. Hoje, resolvi tomar vergonha na cara e colocar ordem no barraco, digo, no iPod.
Talvez se ele não estivesse desorganizado e totalmente desatualizado eu nem estivesse falando sobre isso agora. Talvez neste exato momento ainda estivesse pensando no que escrever.
Bom, vamos lá…
Atualizando as minhas músicas, cheguei à duas conclusões: 1) Eu ouço muita coisa diferente e 2) Provavelmente quem ouvisse acharia estranho. Tinha de tudo (ou quase tudo): Rock, MPB, Trilhas de filmes, vinhetas de jornais etc etc e etc… Pra falar a verdade, eu mesmo me perguntei como e porque ouvia certas músicas. A resposta, felizmente, veio logo em seguida quando a faixa seguinte começou a tocar e um mundo de memórias adormecidas foi despertado.

O ser humano, além de visual, é musical. Pelo menos eu sou. Cada música que guardei não estava ali simplesmente por estar. Cada uma ocupava um lugar estratégico em uma cronologia de memórias e recordações embalada pelas mais diversas melodias. Ao ouvir novamente algumas das músicas (muitas aliás, das quais eu nem me lembrava) , filmes pessoais foram passando na minha cabeça. Cenas, pessoas, lugares, sorrisos e lágrimas valsando perfeitamente, compassados, harmoniosos em flashbacks cinematográficos. Uma viagem musical e pessoal.

O mundo seria muito chato sem música. Não não…Deixem-me começar de novo…
O mundo seria um porre sem música.
A música está presente em absolutamente todos os lugares. Não há como fugir dela. E não há porque fugir.
Você só se lembra de Star Wars por causa da sua trilha de abertura imponente. Só recorda o drama vivido por Romeu e Julieta revisitando o melancólico tema do casal e só presta atenção nas notícias do JN porque o “tãrãrãrãrãrã rãrãrã” não sai da sua cabeça.

Ao contrário do que muitos especialistas ou teóricos possam afirmar, eu acredito que música não é necessariamente aquilo que tem melodia, sonoridade e compasso. Acho que vem de dentro. É mais íntimo do que isso.
Para os pais, a risada dos filhos é como a mais afinada orquestra, ainda que nada tenha a ver com uma sinfonia.
Ou a namorada apaixonada não consideraria um “eu te amo” como uma verdadeira parada apoteótica?
Tão intensas quanto os shows de rock seriam as reuniões dos amigos nos finais de semana.
O som dos carros nas ruas, dos pássaros, da chuva que cai, do rio que passa, da vizinha fofoqueira…Tudo isso é, em algum momento, música. Música do cotidiano, que nós faz olhar para o mundo através dos olhos incomuns.

Platão costumava dizer que a música é o meio mais poderoso do que qualquer outro pois ritmo e harmonia vinham da alma das pessoas e , portanto, a enriqueciam e iluminavam. Ele não estava errado.

Nossa vida precisa de uma trilha sonora.
Tal como na ópera, nós temos começo, meio e fim.
O que nos resta, enquanto protagonistas e ao mesmo tempo espectadores é fazer da nossa apresentação e do nosso repertório os mais espetaculares possíveis.
Fazer o aplauso do dia dia valer a pena.

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Um comentário sobre “.aquela música…

  1. Nossa…muito show esse texto.
    Adivinha…me lembrei do nosso amigo antigo, o Hans Sitt.
    Lembra dele?
    Ame-o ou deixe-o…vc escolheu o “deixe-o”
    Com certeza essa foi a melhor opção.
    Sempre venho aqui e aprendo com tudo isto.
    Bj

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